sábado, 28 de junho de 2008

Sonhos


Jamais abdicarei de sonhar. É no sonho que me identifico com o Eu que insisto ser.
É no poder de construir os meus sonhos que encontro a minha existência e renuncio à sua extinção.
Embora a morte seja, por vezes, sonho sedutor protelarei a sua chegada. Aguardarei serenamente, contemplando do alto deste castelo de ideais que ainda não realizei, a sua lenta progressão sem temê-la.
Magníficos serão meus sonhos, mesmo de sóbria dimensão, porque não é a sua amplitude que os dignifica. Serão grandiosos porque o sublime não tem padrão. E serão consequência do meu consciente porque não necessito entorpecer os sentidos para abrigá-los.

1 comentário:

Anónimo disse...

"...o sonho comanda a vida,
e sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança"

"o homem sonha e a obra nasce"

muito mal estará quem perdeu a capacidade de sonhar

alcarran