Mais um dia e outra noite, sempre iguais, sem fronteiras. Sem saber quando começa um e acaba o outro. Já não sei quando durmo porque os sonhos, os que não quero sonhar, despertam fantasmas que trazem de volta medos adormecidos.
E os medos sucedem-se, formam uma cadeia em que me envolvo sem conseguir libertar-me.
Tento escondê-los. Deles, daqueles a quem amo, para que não sofram novamente as dores que desconhecem e me atormentam porque não é fácil entendê-las.
Felizmente que não entendem. Só consegue entender quem já sentiu, quem sente ainda, esta dor invisível que limita as emoções e chega mesmo a matá-las.
Escondo de mim e finjo, debaixo de um sorriso, que tudo está bem. Convenço-me que serei capaz de recomeçar e, cheia de limitações, vou esperando um milagre e adiando a vida que não se compadece e continua num ritmo que não consigo acompanhar.
Tu, mais que ninguém, minha estrelinha citinlante, meu passarinho saltitante, mostras-me que preciso continuar a sorrir e a acreditar que tudo vai mudar e, por ti, esforço-me para acreditar que o milagre acontecerá. Não me deixes desistir. Não te quero decepcionar.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
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