quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cinco anos

Ontem, passaram cinco anos, mãe. Não fui visitar-te. Não te levei flores, mas estiveste presente no meu pensamento.

Restam as memórias que o tempo jamais apagará. Duras memórias!

Resta a vida que quiseste reconquistar, mas a felicidade que procuravas é hoje dor e desespero dos que deixaste sós. Não sou eu quem mais sente a tua ausência. Já me tinhas habituado a ela, mas a eles não podias ter abandonado. Não sei que fazer para minimizar a tua falta. Não posso substituir-te. Foi difícil para ti que os escolheste, imagina como me sinto. Eu não tenho escolha. Espero um sinal teu. Não me abandones novamente.


As flores que não te levei.

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